quarta-feira, 5 de março de 2008

Semana da Leitura II







O actor e escritor Paulo Condessa dinamizou o atelier O Planeta Almalavras (oficina de escrita emocional e leitura criativa).


terça-feira, 4 de março de 2008

Semana da Leitura I

Por cortesia dos Serviços de Apoio às Bibliotecas Escolares (SABE) da Biblioteca Municipal de Sesimbra, no âmbito do programa organizado Poesia à Solta, Paulo Condessa veio desenvolver um atelier para os alunos do 9º ano de escolaridade.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Semana da Leitura

Quando se fala da leitura-prazer, é tudo isto que se evoca, sendo o prazer a forma de sentir, de exprimir o facto de se ter vivido intimamente um momento de vida imaginária que parece ser mais real durante o tempo de leitura, do que a própria realidade. (Poslaniec, 2006, p.10).



Poslaniec, C. (2006). Incentivar o prazer de ler: Actividades de leitura para jovens. Porto: Edições Asa.

domingo, 2 de março de 2008

Sociedade em rede III

Para se perceber a sociedade em rede e sobretudo como se desenvolve em Portugal, salientam-se alguns aspectos: actualmente estamos todos, indiferenciadamente, condicionados pelos mecanismos que regem as redes globais e locais, que constituem em si a sociedade em rede. Estas organizam o essencial da riqueza, o conhecimento, o poder, a comunicação e a tecnologia que existe no mundo. (Castells, 2005, 10).

Ainda segundo o autor, mais do que um juízo de valor, as suas consequências dependem do que as pessoas fazem, através dos instrumentos que essa sociedade oferece (2005, 11).

Portugal encontra-se dividido entre iniciativas de um modernismo comparável a nível europeu e estruturas arcaicas que não abandonou, pelo que se propõe a leitura do estudo comparativo entre os anos de 2003 e 2007, de onde se destacam apenas alguns aspectos:

Portugal afirma-se assim uma sociedade em rede mais de matriz familiar, ou seja, baseada no acesso através do agregado familiar, do que uma sociedade em rede de matriz organizacional, assente no acesso através de pertença a uma organização. (Cardoso, Espanha & Gomes, 2007, p.12)

O primeiro contacto é em casa, mas é salutar que o segundo valor de 29,3% seja na Universidade ou na Escola (o que no grupo de estudantes representa 53,8%).

A escola é o local onde acedem maioritariamente os estudantes (77,5%) e não os professores ou outros funcionários, revelando tal facto, porventura, estruturas físicas e organizacionais que não promovem esse uso entre os profissionais. (Cardoso et al., 2007, p.14).

São os estudantes quem manifesta uma maior capacidade de utilização da Internet, dado que classificam como sendo boa (38,2%) ou mesmo excelente (13,7%), o que é seguido pelo grupo dos activos.

Os resultados de 2006, por seu lado, evidenciam também uma clara valorização das três principais actividades citadas anteriormente, embora com valores menores, mais especificamente: a transmissão ou recepção de mensagens de correio electrónico (70,7%); a navegação sem objectivos concretos (53,9%), a qual manifesta um decréscimo em relação a 2003, o que permite argumentar a favor de uma maior especialização da informação procurada; e a consulta de sites de bibliotecas, enciclopédias, dicionários e atlas (41,2%). (Cardoso et al., 2007 p.21)

Referências:

Castells, M. (2005). A sociedade em rede. In A sociedade em rede em Portugal. Porto: Campo das Letras.

Cardoso, G., Espanha, R. & Gomes, M. (2007). A internet em Portugal (2003-2007). Consultado em 1 de Março, 2008, de Obercom Website, em http://www.obercom.pt/client/?newsId=462&fileName=relatorio_internet_novo.pdf

sábado, 1 de março de 2008

Sociedade em rede II

Vladstudio - In the office

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

WEB 2.0

O conceito de Web 2.0 foi criado por Tim O’Reilly salientando entre outros, a noção de plataforma interactiva e de programas que tiram partido da rede, que pela sua utilização se tornam melhores. Implica consequentemente uma maior participação e colaboração, fomentando a inteligência colectiva (de que a Wikipédia é um bom exemplo). Este paradigma de colaboração e participação altera a forma de produção de conteúdos e a ideia subjacente, surge pela interoperabilidade dessas aplicações, quer pelos protocolos quer pela ausência de controlo de API (Application Programming Interface).

Referência:

O’Reilly, T. (2005). What Is Web 2.0. Design Patterns and Business Models for the Next Generation of Software. Consultado em 29 de Janeiro, 2008, de http://www.oreillynet.com/pub/a/oreilly/tim/news/2005/09/30/what-is-web-20.html

Sociedade em rede I

Ao considerar-se hoje a Internet como o centro nevrálgico da sociedade em rede, tornando-se num poderoso meio de comunicação digitalizado, só possível, com o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação, abordo a questão dos jogos on-line.

Partilho este estudo Online gaming: the Portuguese scene, ciente que "de facto, não existe uma sociedade em rede única… a sociedade em rede desenvolve-se em cada país consoante a cultura, a história, a identidade e o modo de vida desse país." (Castells, 2005, 28).

Referência:

Castells, M. (2005). A sociedade em rede. In A sociedade em rede em Portugal. (19-30). Porto: Campo das Letras.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Sociedade em rede

"O número de modos como os objectos ocupam o tempo não é, provavelmente, mais ilimitado do que o número de modos como a matéria ocupa o espaço." (Kubler, 1990, 133).

A escolha propositada desta citação que remete para o estudo da obra de arte, dos movimentos e das correntes artísticas, pretende por analogia, abordar alguns aspectos sobre o tema, sobre a implicação das nossas experiências passadas na capacidade de avaliação e utilização das tecnologias.

O primeiro aspecto que se pretende salientar é que, para o entendimento da obra de arte e a sucessão dos movimentos artísticos, tal como para as alterações culturais produzidas pela integração das tecnologias na sociedade, coexistem elementos de períodos anteriores,


(…) da mesma forma que a sociedade industrial coexistiu durante várias décadas com a sociedade agrária que a precedeu, a sociedade em rede mistura-se, nas suas formas, nas suas instituições e nas suas vivências, com o tipo de sociedade de onde surgiu. (Castells, 2005, 19).


São pois necessárias chaves de interpretação para que não fiquemos prisioneiros de uma visão superficial, designada em geral, de senso comum. Quando Steven Johnson pretende desmistificar os preconceitos sobre a cultura de massas, quando avaliada sob a óptica dos valores (Ganito, 2006, 204) e centrando-se a análise no conteúdo dos jogos electrónicos e não nas competências envolvidas, dá-nos um outro modo de leitura do desenvolvimento cognitivo que estes potenciam.

Porém, a escolha desta analogia pretende também salientar a velocidade das transformações sociais, uma vez que a matéria, os átomos deram origem a bits, como salienta Negroponte (1996, 19), dirigindo-nos para uma economia da informação.

A distribuição destes bits ganha a partir de 1990 uma elevada dimensão, reunindo diferentes meios e, generaliza-se pelo seu baixo custo. Desenvolve-se constantemente pela evolução dos protocolos e pela forma como os bits se relacionam, o que permite afirmar que "o mundo digital é intrinsecamente escalável" (Negroponte, 1996, 50). Neste sentido é difícil manter-se actualizado e transpor facilmente essas mudanças para o universo pessoal e profissional, carecendo de um tempo de adaptação, tal como na compreensão da obra de arte.

Referências:

Castells, M. (2005). A sociedade em rede. In A sociedade em rede em Portugal. Porto: Campo das Letras.

Ganito, C. (2006). Stenven Jonhson - Tudo o que é Mau Faz Bem: Como os Jogos de Vídeo, a TV e a Internet Nos Estão a Tornar Mais Inteligentes. Comunicação&Cultura, 2, 202-204.

Kubler, G. (1990). A forma do tempo. Lisboa: Vega.

Negroponte, N. (1996). Ser digital. Lisboa: Caminho